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Santos mostra organização e anula forças do Boca

Peixe controla donos da casa e tem bom desempenho em ida da semifinal da Libertadores

O Santos empatou em 0 a 0 com o Boca Juniors no jogo de ida da semifinal da Libertadores, mas poderia tranquilamente, ter vencido se tivesse aproveitado as chances que criou. O time santista mostrou organização e não deixou os donos da casa dominarem o confronto desta quarta-feira (6), na Bombonera, em Buenos Aires.

Os números embasam o olhar de que o Santos foi o melhor na partida de ontem (6). O Peixe teve mais posse de bola (63% contra 37%), finalizou mais (10 contra 8) e teve quase 100 passes completos a mais do que o Boca Juniors. O que faltou a equipe comandada pelo treinador Cuca foi pontaria.

No início do primeiro tempo, o Santos teve dificuldade para sair jogando com a bola nos pés. A equipe argentina, em casa, tentava subir as linhas de marcação até o ataque para não dar espaço para o Peixe trocar passes. E conseguiu.

Como as características do volante Alison são mais defensivas do que de construção, o Peixe preferia sair jogando pelos lados. Pelo meio, quem mais se destacou na primeira etapa foi Soteldo, mas o Boca Juniors conseguiu dobrar a marcação no atacante do Santos para não dar espaços. Aí, faltou aproximação dos companheiros para que fizessem triangulações.

Defensivamente, o clube santista se comportou bem. O lateral-direito Pará foi o mais exigido da equipe, graças às subidas em dupla de Tevez e Villa pelo lado esquerdo do ataque do Boca Juniors – foi por ali, inclusive, que os argentinos criaram a principal chance de gol, em uma finalização de Villa que bateu na trave.

Mas a verdade é que o Boca Juniors praticamente só criou oportunidades claras de gol quando o Santos vacilou. Felipe Jonatan falhou em um drible no meio de campo e deu contra-ataque, Luan Peres quase se complicou e Lucas Veríssimo abriu espaço ao arriscar subida pela direita.

No segundo tempo, o Peixe apareceu ansioso ao se ver em condições de criar jogadas de perigo. Lucas Braga puxou contra-ataque e mesmo com opções de tocar, preferiu arriscar de muito longe e isolou. Poderia ter feito uma jogada melhor. O peso de uma semifinal de Libertadores talvez tenha feito a diferença em alguns momentos da partida.

Independentemente das chances desperdiçadas, a postura do Santos em campo é elogiável. Mesmo fora de casa, o time santista não se acuou em seu campo de defesa ou esperou o Boca Juniors criar oportunidades. O Alvinegro, na verdade, fez um jogo inteligente: se expôs pouco e ainda teve chances de sair com a vitória.

Santos é elogiado pela partida de ontem

O Santos gerou elogios nas rádios e TVs que transmitiram o jogo para a Argentina. A falta de emoção no amarrado 0 a 0 abriu espaço até para falar do passado e fazer uma comparação que gerou surpresa no segundo tempo. Para a Rádio Mitre, a mais ouvida de Buenos Aires, o esquema ofensivo proposto pelo Peixe de Cuca era bem semelhante ao Corinthians de Tite.

“O Santos não negocia nada. São duas linhas de cinco, um esquema 5-5-0 sem o menor constrangimento. Não via o Boca tão travado por um brasileiro na Bombonera desde aquele Corinthians campeão em 2012. O Boca teve mais chegadas ao gol até naquele jogo terrível das oitavas contra o Inter”, analisou o comentarista Reinaldo Martínez, que logo foi ironizado pelo narrador Gabi Anello: “Isso quer dizer então que Riquelme anda tendo pesadelos”, brincou, sobre o atual dirigente do Boca ter sofrido marcação cerrada de Ralf e Paulinho nove anos atrás.

Na partida, ainda teve um pênalti não marcado a favor do Santos. Ambos consideraram que houve pênalti de Izquierdoz em Marinho no fim do jogo: “Podemos ir embora. Não deram nada. E nós não entendemos mais nada de VAR ou de futebol”.

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