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Queda do Santos propõe reflexão sobre a quantidade de vagas do país na Libertadores

Brasil tem observado alguns de seus representantes chegarem despreparados para a competição

Qualquer observação racional permite perceber que, para um clube fragilizado como o Santos, a final da Libertadores de 2020 é o ponto fora da curva, e não a campanha opaca que acabou em eliminação precoce do torneio de 2021.

Ao permitir que Brasil e Argentina retenham, sozinhos, até metade das 32 vagas na fase de grupos da Libertadores, o regulamento da competição convida para a disputa do continente times que não estão preparados para lidar com tanta exigência. O Santos é só o exemplo mais atual: um clube tem sérias dificuldades econômicas, impedido de inscrever reforços após ser punido por dívidas não pagas e que, ao olhar para o mercado, limitava-se a ver movimentos de saída de atletas.

A história se repete ano após ano no torneio. As equipes brasileiras que chegam à Libertadores, tem tido vida curta. Simplesmente porque cada uma com suas situações particulares, alcançam a competição após campanhas modestas, mas se beneficiam do excesso de vagas destinadas ao país.

Mesmo sob o impacto da tragédia de dezembro de 2016, a Chapecoense, lutando contra todo tipo de obstáculo, conseguiu ser a oitava colocada no Campeonato Brasileiro de 2017. Um feito, dado o contexto. Mas era claro que os 47% de aproveitamento na competição nacional não a credenciava a jogar uma Libertadores com boas possibilidades. Ocorre que, dada a quantidade de lugares oferecidos ao Brasil, foi o bastante para embarcar na aventura pelo segundo ano consecutivo. Mas a equipe não passou dos mata-matas das fases iniciais: a campanha encerrou após duas partidas com o Nacional, do Uruguai.

Já o Vasco, que ganhou apenas 49% dos pontos no Brasileiro de 2017, também conseguiu sua vaga após ficar na sétima posição. Na Libertadores, passou pelo mata-mata após um drama diante dos bolivianos do Jorge Wilstermann, até cair na fase de grupos.

Veio a Libertadores de 2019, quando novamente o Brasil teve oito vagas. Sétimo e oitavo no Brasileiro, respectivamente, Cruzeiro e Athletico-PR foram direto para a fase de grupos: o time mineiro pelo título da Copa do Brasil e a equipe paranaense pela conquista da Copa Sul-Americana. Dentre os demais representantes do país, foram do São Paulo e do Atlético-MG as piores campanhas no torneio nacional. Coincidência ou não, um Tricolor que vivia em reformulação parou no mata-mata, ao ser derrotado pelo o Talleres. Sequer chegou à fase de grupos, etapa em que o Atlético-MG caiu.

Em 2020, a história se repetiu. O oitavo lugar no Brasileiro de 2019, com apenas 49% dos pontos conquistados, bastou para colocar um Corinthians nada consistente na Libertadores daquele ano. O resultado foi a eliminação no mata-mata das fases preliminares, em uma campanha que durou somente os dois jogos contra o Guarani, do Paraguai. Sexto colocado no Campeonato Brasileiro anterior, o São Paulo caiu na fase de grupos.

Na edição atual, o Santos, com todas as dificuldades que o fazem multiplicar a aposta em jovens, até resistiu às eliminatórias, fase que vitimou o Grêmio, classificado após o sexto lugar no Brasileiro do ano passado, com 52% dos pontos ganhos. Mas o duelo com o Boca Juniors e o Barcelona de Guayaquil revelou-se complicado demais para um clube tão cheio de problemas e que foi apenas o oitavo no último Brasileiro.

Desde que a fartura de vagas iniciou, em 2017, dez equipes brasileiras passaram pelas fases preliminares. Apenas uma chegou às quartas de final. Todos as demais saíram antes.

O Santos vive agora um recomeço de temporada: em campo, o treinador Fernando Diniz tentará construir uma equipe ao seu modo; fora de campo, cabe à diretoria sanear um clube afundado em problemas.

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