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Presidente do COI ignora piora da crise da Covid-19 e confirma Jogos em julho

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, reiterou nesta quinta-feira a confiança na realização dos Jogos de Tóquio em julho de 2021. Em meio ao crescimento do número de casos de Covid-19 no mundo e ao aumento das restrições no país asiático, os japoneses cada vez mais se mostram contrários à realização do evento.

– Nós temos, neste momento, nenhuma razão para acreditar que os Jogos Olímpicos de Tóquio não começarão no dia 23 de julho no Estádio Olímpico de Tóquio. Isto é porque não há plano B e porque estamos totalmente comprometidos em fazer estes Jogos seguros e bem-sucedidos – disse, em entrevista ao jornal “Kyodo News”.

No dia 7 de janeiro, o Japão declarou estado de emergência em Tóquio, com duração prevista de um mês. A entrada de cidadãos estrangeiros foi proibida no país – antes da virada do ano os privilégios concedidos a atletas já haviam sido retirados.

Três dias depois a mídia japonesa publicou uma pesquisa que revelava que 80% dos japoneses são contra a realização dos Jogos de Tóquio no cenário atual. Nesta quarta-feira, um portavoz do governo confirmou a realização dos Jogos e disse que a vacina não será um pré-requisito.

Ex-vice-presidente do comitê organizador das Olimpíadas de Londres de 2012 disse, nesta terça-feira, em entrevista à rádio BBC, que planejaria o cancelamento se fosse o responsável pelos Jogos de Tóquio. Keith Mills explicou que o evento, programado para os meses de julho e agosto, parecem improváveis ​​de acontecer devido à pandemia de Covid-19.

– Se eu estivesse sentado no lugar do comitê organizador em Tóquio, e felizmente não estou, estaria fazendo planos para o cancelamento. Tenho certeza de que eles têm planos de cancelamento, mas acho que vão deixar para o último minuto, caso a situação melhore dramaticamente e caso as vacinas sejam lançadas mais rápido.

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, prometeu na última segunda-feira seguir em frente com os preparativos para os Jogos Olímpicos, em face da crescente oposição do público, enquanto o Japão enfrenta um surto de infecções por coronavírus.

Pesquisas recentes da mídia mostraram que cerca de 80% dos japoneses acreditam que as Olimpíadas, já adiadas por um ano por causa da pandemia, devem ser adiadas novamente ou canceladas por completo.

O porta-voz das Olimpíadas de Tóquio, Masa Takaya, minimizou as pesquisas e afirmou que os Jogos iriam adiante, com o maior número de espectadores possível e até mesmo sem vacinas.

– Nossa posição de entregar os Jogos permanece. Estamos trabalhando com o pressuposto de que não teremos uma vacina, então, mesmo se não tivermos, nosso plano é que possamos realizar os Jogos.

Para o o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, que liderava o comitê organizador de 2012, os os Jogos não serão cancelados, mas serão um desafio e uma experiência muito diferente.

– De todos os países do planeta que realmente têm a coragem, a resiliência e a inteligência para ver isso, na verdade é o Japão. Então, tenho certeza de que estaremos lá. Acho que haverá grandes problemas em torno de multidões e distanciamento dos atletas. Acho que os Jogos acontecerão, mas serão diferentes.

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