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Em busca no tricampeonato mundial, Medina inicia a 10ª temporada da elite do surfe nesta terça-feira

Gabriel foi protagonista da guinada do surfe brasileiro na última década

Gabriel Medina conta os dias para o início de sua 10ª temporada na elite do surfe. O surfista de Maresias foi o protagonista da grande guinada do surfe brasileiro na última década. Em entrevista ao Esporte Espetacular, o esportista que está próximo de completar 27 anos, comemorou essa marca importante em sua trajetória.

“Eu cheguei em lugares que eu achava que era impossível. Eu tinha um sonho de moleque e muitas coisas se realizaram durante esses dez anos. Antigamente a gente não tinha esse respeito. A gente era mais um ali no circuito. Hoje o circuito é praticamente dominado pelos brasileiros”, festejou o surfista.

Se a 10ª temporada de Gabriel avança cheia de novidades, com a Olimpíada de Tóquio no meio, alterações no modelo do circuito e uma final de Trestles com o top-5, a primeira de Medina também foi especial. Foi em que Kelly Slater ganhou o seu 11º e último título mundial e que Nova York recebeu a etapa com a maior premiação da história: USD 1 milhão. Mas nada disso se comparada a entrada do jovem surfista de Maresias no meio da temporada.

Gabriel Medina chegou atropelando os maiores nomes da modalidade como Slater e Joel Parkinson, quando tinha apenas 17 anos. Se transformou o mais jovem surfista a ganhar uma etapa do tour, com direito a um segundo triunfo em seguida. Muito se comentou na época que se Medina tivesse chego desde o começo de 2011, ele já teria sido campeão mundial naquele ano.

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“Você sabe que tem algo especial quando vê alguém tão bom e tão jovem. Dava para dizer que não era um talento temporário. Alguns jovens são bons, mas não evoluem. Com o Gabriel era claro que ele ainda ficaria melhor”, falou Kelly Slater.

E foi exatamente como Slater comentou. Gabriel foi se desenvolvendo fisicamente e mentalmente, as vitórias foram ganhando proporções e em mares cada vez maiores, como o clássico de Teahupoo, em 2014. Neste mesmo ano, Medina ganhou mais duas provas e tirou o Brasil do jejum de 38 anos sem um título mundial no surfe profissional.

“Foi onde tudo mudou na minha vida. Não só na minha, como na de alguns brasileiros também. São poucas pessoas que sentem isso: chegar no impossível. Foi quando eu cheguei no que eu achava ser impossível”, esclareceu Gabriel.

Medina tornou-se bicampeão mundial após 4 anos de sua primeira conquista. Gabriel se sobressaiu nas últimas baterias: mais uma qualidade marcante da carreira do brasileiro. “Quando se está diante de alguém como ele, você precisa estudar não apenas o jeito que ele surfa, mas também como ele é na água. Uma das coisas que mais gosto nele, e que aprendo com ele, é que mesmo quando ele está perdendo ele ainda acredita na vitória. Isso é muito difícil, mas ele sempre acha um jeito de vencer”, declarou o campeão mundial Joel Parkinson.

Gabriel é tido como um caso raro de mentalidade competitiva e vencedora, associada a um talento nato, que permanece ao longo dos anos e virou registro na última década do circuito mundial, mesmo para outros campeões do esporte.

“Ele não tem pontos fracos. O surfe dele é completo e ele é muito auto-confiante. Quando o Gabriel está ligado, costumo dizer que ele é assustador”, falou o tricampeão mundial Mick Fanning.

“Eu aprendi muito assistindo e competindo contra o Gabriel. Ele não te dá chances e é preparado para vencer. Nas baterias, ele usa tudo que é possível para vencer. Como competidor, ele tenta de tudo, tudo que pode, para colocar pressão em você, para entrar na sua cabeça e no seu caminho “, acrescentou Kelly.

A 10ª temporada de Medina inicia nesta terça-feira (8), no Havaí. Depois de um ano sem competições devido a pandemia da Covid-19, a busca pelo tricampeonato mundial recomeça, agora ao lado de um sonho olímpico.

“Eu sempre sonhei em ser tricampeão mundial. É uma marca que sempre veio na minha cabeça. Agora também tem as Olimpíadas. Vamos com tudo! Já estava com saudades de competir”.

Fonte: Globo Esporte

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