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Mbappé e Neymar usam estratégia de “arco e flecha” para explorar a defesa do Bayern

Craques do PSG fazem movimentos complementares de armar o jogo e buscar a área

Dos vinte e dois jogadores em campo, dois podem usar as mãos, onze se dividem em cada equipe e apenas um tem a bola sob controle nos pés. É esse o jogador central da jogada. Ainda sim, ele tem relativamente pouca coisa para fazer: ou passa a bola para alguém, ou chuta ao gol. Na vitória do PSG sobre o Bayern, na tarde de ontem (7), a lógica foi usada por Maurício Pochettino para transformar Mbappé e Neymar em “arco e flecha” na defesa do rival. A dupla de craques do PSG criou jogadas, participou dos três gols e promoveu um interessante revezamento entre quem tinha a bola e quem dava a opção de passe.

O PSG iniciou o jogo num 4-2-3-1 teoricamente sem centroavante. Mbappé era o atleta mais avançado, com Neymar como meia central e Draxler e Di Maria pelos lados. Depois da saída de Marquinhos, Diallo virou zagueiro e Ander Herrera não alterou o esquema. Mesmo esquema do Bayern, mas com outra dinâmica: Muller mais avançado, com Choupo-Moting ao lado.

Jogar sem centroavante de ofício não é certo e nem errado. É mais uma forma de encarar a partida. O desafio é como a equipe se organiza para desarticular a defesa do rival. Fora de casa, o PSG sinalizou que não faria um duelo de imposição, mas que também não ficaria no contra-ataque.

O meio-termo entre reativo e propositivo era uma marca do Tottenham de Pochettino, que reprisa alguns movimentos que aconteciam com Lucas Moura e Son na dupla Neymar e Mbappé. Rápidos, inteligentes e talentosos, os dois faziam um revezamento: se um tinha a bola ou saía e buscava do companheiro, o outro ficava entre os zagueiros do Bayern, dando profundidade.

Mas que revezamento, o PSG inteiro tinha como missão explorar a linha defensiva do Bayern, que sobe, sobe e sobe até estar próximo do meio-campo. O pró é que o time bávaro fica mais compacto para roubar a bola. O contra é que se o rival sai rápido e tem opções de passe entre os zagueiros, qualquer bola não roubada é uma ameaça.

Foi o que aconteceu no primeiro gol: Neymar roubou a bola, tocou para Di Maria e Mbappé se posicionou na cola do zagueiro mais lento do Bayern. Ele é a melhor opção de passe quando Neymar rompe após receber de Di Maria, já com um zagueiro atrás dele.

Em outro lance, quem busca a bola é Mbappé. O que Neymar faz? O mesmo movimento: se posiciona nas costas do zagueiro, com o corpo inclinado e virado para o gol, esperando um passe no ponto futuro para correr e receber livre.

E quando era outro atleta com a bola? Os dois davam profundidade! Com muito mais posse e volume de jogo, o Bayern amassou e exigiu muito de Navas. Mas o PSG jamais pareceu acudido pois sempre que tinha a bola, havia uma ou duas opções no limite da linha de defesa. Atletas prontos para receber a bola no ponto futuro, correr e enganar Sule e Alaba, que o tempo todo foram batidos.

A construção do terceiro gol que decidiu a partida começou assim: Neymar e Mbappé dando profundidade para a bola que começa a ser tocada na defesa. Era assim que Son, Kane, Lucas Moura, Lamela e tantos jogadores da passagem de Pochettino no Tottenham também jogavam. Um gol clássico é o de Son contra o City no frenético 3 a 4 que tirou o Manchester City da Liga dos Campeões 2018/19: a jogada começa lá na defesa, o meio-campo toca rápido e o revezamento acontece. Eriksen tem a bola, Son se projeta nas costas do defensor.

Uma espécie de arco e flecha que torna a equipe muito direta: há sempre uma opção de um passe que quebre linha, que pegue a defesa de costas ou que avance muitos metros em campo. Não é contra-ataque: é jogo de profundidade, de colocar a bola, pelo chão, sempre nas costas dos defensores.

Se o PSG avançar contra o Bayern, são grandes as possibilidades do reencontro de Pochettino e Guardiola, com Neymar e Mbappé prometendo atazanar qualquer defesa que venha pelo caminho.

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