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Jô e Corinthians são condenados pela FIFA em ação movida pelo Nagoya Grampus

Jogador e clube deverão indenizar o time japonês em mais de R$ 18 milhões

A FIFA considerou ganho de causa do Nagoya Grampus, do Japão, em processo judicial movido contra o atacante Jô e o Corinthians. Nesta terça-feira (24), a entidade informou que o atleta e o clube deverão indenizar o time asiático em 3,4 milhões de dólares (cerca de R$ 18,3 milhões na cotação atual).

A defesa do jogador promete recorrer da condenação na Corte Arbitral do Esporte (CAS). Procurado, o Timão argumentou que “possui dez dias para solicitar os fundamentos da decisão para a FIFA e deste modo, tomaria as devidas providências”.

A defesa do atacante acha que no CAS será possível reverter a decisão, dado que diferentemente do que ocorre na FIFA, neste corte é possível listar testemunhas e apresentar uma defesa mais vasta. O advogado de Jô também compreende que o time paulista não tem de ser parte na ação, visto que foi o Nagoya quem solicitou a rescisão de contrato do atleta e não o contrário.

O jogador tinha vínculo com o Nagoya Grampus até o final deste ano. O clube do Japão argumenta ter havido abandono de emprego de Jô e por esse motivo, não só cortaram os pagamentos a ele a partir de abril, como também ingressaram com uma ação na FIFA cobrando uma indenização relativa a quantia restante do contrato até dezembro.

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A desavença de Jô com o time do Japão iniciou em fevereiro, quando o atacante sofreu uma lesão no joelho esquerdo. É o que esclarece o advogado do jogador:

“O treinador do Nagoya entendeu que o Jô tinha que ficar no Japão, mesmo com o clube fora para pré-temporada. Só que os fisioterapeutas e médicos viajaram com o time, estavam fora do país. O Jô entendeu que não iria se recuperar bem, precisava de uma fisioterapia que fizesse efeito e veio ao Brasil se tratar no Flamengo. Ele custeou a viagem para ter um tratamento melhor”, fala Breno Tannuri.

Semanas depois, Jô retornou ao Japão, porém não foi listado para os dois primeiros jogos da temporada. Em seguida, o campeonato local foi pendurado devido a pandemia do novo Coronavírus.

“Ele deixou os filhos no Brasil com os avós. Só que começou um ‘zum-zum-zum’ de que os estrangeiros não poderiam sair do Japão. Quando falaram que seria fechada a fronteira, o Jô disse: ‘eu preciso voltar’. Isso foi em abril. Então, eles voltam ao Rio de Janeiro”, comentou o advogado.

O Nagoya havia liberado os jogadores para ficarem em casa, mas não para saírem do país. Com isso, semanas depois, Jô foi informado pelo time que o seu salário estava suspenso. De acordo com o advogado do jogador, o atacante respondeu essa notificação e esclareceu a razão pela qual voltou ao Brasil. As justificativas, porém, não foram suficientes para convencer o clube.

“Ele tinha que receber entre o final de abril e o começo de maio um bônus de 1 milhão de dólares, previsto em contrato. O que acontece é que, quando ele fala para o tradutor, numa quinta à noite, que voltaria ao Japão na segunda-feira, os diretores mandam uma notificação para o Jô no dia 2 de maio falando que o contrato estava rescindido. Se ele volta para o Japão, o Nagoya teria que pagar os salários e essas luvas de 1 milhão de dólares”, fala Tannuri.

O advogado do atleta concorda que Jô poderia ser penalizado pela volta ao Brasil, mas afirma que não existia alegações para o rompimento do contrato. Breno Tannuri declara que o jogador não perdeu treinamentos e nem havia razão para tanta pressa, uma vez que o campeonato local retornará no próximo mês.

Livre do time japonês, Jô assinou contrato com o Corinthians por três anos e meio.

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