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Coudet sofre pior derrota da carreira em estreia pelo Celta de Vigo

    Foto: Vinícus Costa/BP Filmes

    Treinador argentino viu seu time ser derrotado por 4 a 2 pelo Sevilla; torcida do Inter cria hashtag

    Eduardo Coudet mal chegou ao Celta de Vigo e já está tendo que lidar com a pressão da torcida, mas não dos apoiadores do clube espanhol. Os protestos vêm dos torcedores do Internacional, ex-clube do argentino, que deixou o Colorado afirmando “não se sentir apoiado”.

    Na primeira partida à frente do Celta de Vigo, Coudet foi derrotado por 4 x 2 no em duelo contra o Sevilla pela La Liga. A goleada marca a pior estreia do argentino como treinador, e é a segunda pior derrota sofrida por ele desde o início de sua carreira fora das quatro linhas, em 2015.

    O revés contra o Sevilla só é superado pela sonora goleada sofrida por Coudet quando dirigia o Racing, em agosto de 2019, quando foi derrotado por 6×1 pelo River Plate, vice-campeão daquela temporada. Só em mais uma oportunidade um time comandado por Coudet sofreu quatro gols, em 2016, quando treinava o Rosário Central. O adversário? River Plate novamente, que venceu por 4×3 na ocasião.

    As reações na rede social vão do amor ao ódio, com alguns dos usuários desejando o retorno do treinador, que fez bom trabalho no Internacional, enquanto outros fazem a publicação como uma forma de represália a Coudet. Desde sua saída o time gaúcho perdeu três partidas, além da vitória por 1×0 contra o América-MG, em que foi eliminado da Copa do Brasil na disputa por pênaltis.

    Carreira de Eduardo Coudet

    Como jogador, Coudet foi um bom meio-campista, que fez história com duas camisas importantes do futebol argentino: o Rosario Central e o River Plate. No auriazul logo se tornou ídolo, por suas boas atuações e por declarações inflamadas na imprensa contra o Newell’s Old Boys, ex-clube de Messi e maior rival na cidade de Rosario.

    Nos Millonarios, foi titular e peça importante em uma das eras mais vencedores do River Plate nacionalmente, com um título do Torneo Apertura e quatro do Clausura. Nos torneios continentais, entretanto, teve menos sorte, com eliminações sofridas e várias decepções, chegando até a ser eliminado pelo Grêmio, em 2002.

    A afirmação como técnico

    Mas Coudet foi se ‘superar’ mesmo como treinador e, em poucos anos na função, já é considerado um dos mais promissores técnicos da Argentina. O ex-jogador recebeu a primeira oportunidade em 2015, no comando do clube que o consagrou, o Rosario Central: “Chacho” pegou uma equipe que havia ficado em 15º lugar do Campeonato Argentino, em 2014, e a levou para uma inesperada terceira colocação.

    Na Libertadores do ano seguinte, o Rosario se classificou no grupo do Palmeiras e Coudet teve sua “vingança” contra o Grêmio, eliminando a equipe então treinada por Roger Machado nas oitavas, acabando por cair nas quartas-de-final da competição para o Atlético Nacional, eventual campeão do torneio.

    Resultados ruins apareceram, e o ídolo acabou deixando o Central em 2017. Depois de uma passagem apagada no Tijuana, do México, Coudet assumiu o Racing no meio da temporada 2017/18 da Superliga. Foi lá que ele se consagrou de vez como técnico, conquistando o Campeonato Nacional por La Academia, saindo de uma fila que já durava cinco anos.

    No Brasil, Coudet deixou o Inter na liderança do Brasileirão e classificado para as oitavas de final da Libertadores e quartas da Copa do Brasil. Em 46 jogos, soma 24 vitórias, 13 empates e nove derrotas, com aproveitamento de 61,5%.