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Caso Davó: empresa recusa pedido de registro do atacante e volta questionar saída do Guarani ao Corinthians

Advogados pedem que Timão e banco prestem informações sobre negociação do jogador

A novela envolvendo Matheus Davó, o Guarani e o Corinthians parece estar longe de terminar. Após o atacante ser emprestado ao Bugre e não conseguir fazer o registro junto à CBF devido a um bloqueio na Justiça, a empresa parte no processo voltou a contestar a transferência do jogador ao Timão nesta segunda-feira (22) e pediu que os clubes e até mesmo o banco que recebeu o valor pago fossem citados e prestassem novos esclarecimentos. Pediu ainda que o bloqueio fosse mantido.

A petição faz parte do processo aberto pelos advogados de Davó para contestar o bloqueio dos direitos de registro do jogador, em uma tentativa de dissociar o impedimento para transferências do atacante dos direitos econômicos – que são os valores a serem pagos efetivamente em caso de venda de Davó. A ação é uma tentativa de liberá-lo para ser inscrito pelo Guarani no Paulistão.

O bloqueio judicial foi imposto devido a uma dívida que se arrasta no clube de gestões passadas, junto à empresa RDRN Participações e Empreendimentos LTDA. Em uma decisão que envolveu a saída do jogador para o Timão, entre o final de 2019 e começo de 2020, a Justiça atrelou a liberação ao pagamento da dívida pelo Guarani. O clube fez os pagamentos, mas a empresa entendeu que ainda restava uma parte, o que foi considerado legítimo no processo.

Os advogados do atacante pediram a liberação somente do bloqueio junto à CBF, para que Davó possa ser registrado e exerça o direito de trabalhar. Segundo a defesa do jogador, a decisão fere ainda a Constituição ao romper “a garantia da liberdade de trabalho”.

O pedido foi apresentado ao juiz Gabriel Baldi de Carvalho, da 5ª Vara Cível de Campinas, que deu cinco dias a contar desta quarta-feira (24), para que a empresa se manifeste a respeito do pedido.

A empresa se manifestou nessa segunda-feira (22) por meio de uma petição na qual questionou o papel de Davó na sua transferência ao Corinthians (Davó teria pago R$ 700 mil por sua liberação junto ao Guarani) e afirmou que “causa imensa estranheza o recibo bancário carreado aos autos que comprovaria tal depósito junto ao Termo de Rescisão não indicar o depositante”.

Por isso, pediu que o atacante fosse intimado a prestar esclarecimentos, bem como o banco fosse oficiado a apresentar os dados da pessoa que fez o depósito para demonstrar a participação ou não de terceiros na negociação.

Após a defesa do jogador ter dito que ele não havia tido chance de se defender no processo que resultou no bloqueio dos seus direitos, os advogados da empresa dizem que “tem-se no momento a oportunidade ideal para esclarecer o ocorrido, bem como comprovar que não teve qualquer relação com a fraude à execução decretada neste processo”, e por isso ele deve prestar esclarecimentos.

No processo, a empresa questiona ainda o valor pago ao jogador, uma vez que segundo documentos apresentados por Davó, o Corinthians teria desembolsado R$ 2,4 milhões. Por isso, pede que o clube explique a quantia e a quem foi paga.

A empresa pede também que seja apresentado o contrato firmado entre Guarani e Corinthians para o empréstimo do atacante e diz que o bloqueio não fere a garantia de trabalho porque o Paulistão está parado e ele não estaria jogando de qualquer forma.

Por fim, “requer a integral manutenção da decisão que determinou o bloqueio de transferência no sistema de registro da CBF”, o que impossibilitaria qualquer transferência de Davó.

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