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Conheça a história de superação do ciclista paraolímpico Alex Zanardi

Ex-piloto da Fórmula 1 é atual medalhista das Paraolimpíadas

Alex Zanardi é um dos maiores exemplos de superação que o esporte já viu. Afinal, mesmo após perder as pernas num acidente em 2001, Zanardi iniciou uma nova carreira no ciclismo paraolímpico e se consagrou campeão mundial e das Paraolimpíadas.

Vice-campeão da Fórmula 3000 (atual F2) em 1991, perdendo o título para Christian Fittipaldi, Zanardi ganhou sua primeira chance na F1 naquele mesmo ano pela Jordan. Disputou três corridas e registrou dois nonos lugares (Espanha e Austrália) e um abandono (Japão). Levando-se em conta que o grid da época sempre contava com 26 carros, um desempenho bastante interessante.

Em 1992, Zanardi testou pela Benetton mas não conseguiu vaga de titular em nenhuma equipe. Quando seu ex-rival Christian Fittipaldi se acidentou nos treinos do GP da França, o italiano ganhou uma chance para substituir o brasileiro em três etapas.

No fim do ano, com a saída de Mika Hakkinen, a Lotus encontrou em Zanardi seu substituto para ser companheiro de Johnny Herbert. Se já não tinha a mesma força de antigamente, a equipe vinha de um bom campeonato em 1992, e o italiano tinha esperanças de conseguir alguns bons resultados.

As primeiras corridas de 1993 até que foram boas no geral. Na África do Sul, o italiano vinha no bolo e poderia almejar uns pontinhos, mas foi acertado por Damon Hill. No Brasil, numa corrida tumultuada pela chuva, Zanardi sobreviveu e marcou seu único ponto com a sexta posição.

A sequência do campeonato foi mais complicada. Exceção feita a um sétimo lugar em Mônaco, o italiano teve muitos problemas com o carro e não terminou mais nenhuma corrida entre os dez primeiros. Foi quando um fortíssimo acidente nos treinos para o GP da Bélgica acabou com a temporada de Zanardi.

Uma falha na suspensão fez com que o italiano perdesse o controle do carro na velocíssima e perigosa curva Eau Rouge, que na época não tinha área de escape. A pancada no guard rail foi violentíssima, e Alex teve uma forte concussão cerebral. Por sorte, não houve lesões mais sérias. De qualquer forma, o italiano não correu mais em 1993 e foi substituído pelo português Pedro Lamy.

Sem vaga numa equipe competitiva na Fórmula 1, Zanardi decidiu tentar a sorte nos Estados Unidos na cada vez mais popular Fórmula Indy. Mas arranjar um cockpit não era tão fácil como ele imaginava, e Alex não disputou nenhuma corrida em 1995. Mas o italiano foi muito bem num teste na Chip Ganassi e foi contratado para a temporada de 1996.

Foram os melhores anos de Zanardi no automobilismo. Na primeira temporada, foram três vitórias, uma delas com uma ultrapassagem histórica sobre Bryan Herta. Depois do terceiro lugar no campeonato, Alessandro foi soberano e faturou o bicampeonato da recém-rebatizada Champ Car com 12 vitórias em dois anos.

Prestigiado, Zanardi foi convidado para voltar para a Fórmula 1, pela Williams. Após uma década para lá de vitoriosa, a equipe tinha perdido performance em 1998, mas ainda era um time grande. Só que o conjunto não foi tão bom, e o próprio italiano enfrentou dificuldades de readaptação.

O ciclo de Zanardi na Fórmula 1 se encerrou, e o italiano tirou um ano sabático. Com 34 anos, ele retornou à Champ Car em 2001 pela equipe Mo Nunn, de seu engenheiro na Ganassi Morris Nunn. O time não era uma maravilha, e os resultados foram apenas razoáveis. Na prova de Lauzitsring, na Alemanha, Alex brigou pelos primeiros lugares, mas sofreu um acidente brutal que lhe amputou as pernas.

Com uma incrível força de vontade, Zanardi se recuperou do acidente e passou a usar próteses nas pernas. Em 2004, passou a disputar corridas de turismo pilotando um carro adaptado, com acelerador e freio comandados pelo volante.

Mas o mais incrível estaria por vir. Depois de deixar as pistas de corrida, Zanardi se aventurou no ciclismo paraolímpico. E os resultados foram impressionantes. Mesmo depois dos 40 anos, o italiano ganhou dez medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze em Mundiais e cinco ouros e duas pratas em Paraolimpíadas. Em setembro de 2019, aos 52 anos, Alex obteve seu último ouro, na Holanda.

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